Uso crescente de IA amplia desafio de segurança e governança nas redes corporativas
Para responder a esse cenário, a Check Point anuncia o AI Network Firewall, com recursos para monitorar e controlar o uso de IA diretamente na infraestrutura de rede existente
A Check Point Software destacam que anunciou o AI Network Firewall, disponibilizado como parte da versão R82.20 do software de firewall da empresa.
A novidade chega em um momento em que a adoção acelerada da inteligência artificial amplia os desafios de governança e segurança das organizações. À medida que funcionários, aplicações e agentes de IA passam a trocar informações pela rede corporativa, cresce também a necessidade de identificar o uso dessas ferramentas, controlar o compartilhamento de dados sensíveis e reduzir riscos associados ao uso da tecnologia.
Segundo o Relatório de Segurança em IA, da Check Point Research, entre 87% e 93% das organizações registram pelo menos uma interação mensal de alto risco com ferramentas de IA generativa. O levantamento também mostra que a quantidade de prompts contendo dados corporativos, pessoais ou regulados dobrou em um ano e atualmente representa uma em cada 25 interações.
Além disso, pesquisas recentes da Check Point Research apontam novos desafios relacionados ao ecossistema de IA. Em uma análise de 10 mil servidores Model Context Protocol (MCP), utilizada para integrar agentes de IA a aplicações corporativas, 40% apresentaram vulnerabilidades de segurança. Outro estudo identificou 15.300 cargas maliciosas de injeção de prompt indireto inseridas em páginas públicas da internet, sendo aproximadamente 70% ocultas em trechos do código invisíveis ao usuário.
Nesse contexto, a nova versão do firewall passa a incorporar recursos voltados à identificação e ao controle do tráfego relacionado à IA diretamente na infraestrutura já utilizada pelos clientes, sem necessidade de implantar novos equipamentos ou reestruturar a arquitetura existente.
“A IA está transformando a rede corporativa e, com o AI Network Firewall, estamos transformando o firewall para protegê-la”, afirma Nataly Kremer, Chief Product Officer (CPO) da Check Point. “A rede é o ponto em que convergem todos os prompts, chamadas a modelos e interações com agentes de IA, mas os firewalls tradicionais nunca foram desenvolvidos para visualizar ou controlar essa atividade. Ao incorporar a segurança para IA ao firewall que as organizações já utilizam, oferecemos às equipes de segurança a visibilidade e o controle necessários para permitir a adoção da IA de forma segura e em tempo real.”
Entre os novos recursos estão a descoberta de aplicações e agentes de IA utilizados pelos colaboradores, o monitoramento de comunicações baseadas em Model Context Protocol (MCP), controles para impedir o compartilhamento de informações sensíveis por meio de prompts e mecanismos para bloquear tentativas de injeção de prompt antes que alcancem modelos de linguagem.
Segundo a empresa, os recursos também passam a integrar o Check Point AI Defense Plane, arquitetura desenvolvida para unificar a governança e a proteção de aplicações de IA em ambientes de rede, nuvem, endpoints, APIs e data centers.
“As organizações enfrentam desafios para implantar soluções dedicadas de segurança para IA, que normalmente são adicionadas à arquitetura de segurança existente, contribuindo para a proliferação de ferramentas e agentes de segurança desconectados e isolados”, afirma Pete Finalle, gerente de pesquisa de Trusted Access and Network Security da IDC. “Embora ainda seja incomum, a integração nativa da segurança para IA aos pontos de aplicação de políticas já existentes proporciona melhorias em visibilidade, eficácia da telemetria, postura de segurança e simplicidade de gerenciamento.”
A atualização do Check Point AI Network Firewall também amplia o gerenciamento centralizado de políticas para ambientes híbridos, incluindo SASE, SD-WAN, firewalls em nuvem e ambientes de múltiplos fornecedores, permitindo que equipes de segurança mantenham políticas consistentes em diferentes infraestruturas a partir de um único console.
“Políticas, por si só, não resolverão o problema da Shadow AI. Os funcionários continuarão utilizando ferramentas de IA para ganhar produtividade, muitas vezes antes mesmo de as equipes de segurança saberem que essas ferramentas estão presentes”, afirma Chris Konrad, vice-presidente Global Cyber da WWT. “As organizações precisam compreender quais aplicações de IA, agentes e servidores MCP estão interagindo com seus ambientes e devem ser capazes de interceptar ou bloquear tráfego não autorizado. Integrar visibilidade sobre IA e mecanismos ativos de aplicação de políticas ao firewall corporativo é uma abordagem prática, pois aproveita a infraestrutura que as organizações já operam e na qual confiam. Isso oferece às equipes um ponto central de controle para governar o uso da IA e reduzir riscos sem comprometer a inovação.”
Proteção imediata para IA
Para os clientes de firewall da Check Point, o AI Network Firewall transforma os investimentos existentes em proteção imediata para IA em três domínios:
- Uso de IA pelos funcionários: Descobre aplicações, agentes e ferramentas de IA em uso — tanto autorizados quanto não autorizados —, oferece visibilidade sobre como a IA está sendo utilizada, incluindo casos de uso e intenções dos prompts, permite controlar o acesso apenas às ferramentas aprovadas e impede que dados sensíveis deixem a rede com base no contexto do prompt. A Check Point Research identificou que as organizações utilizam, em média, dez aplicações de IA por mês, muitas delas fora de qualquer processo formal de governança.
- Ferramentas de IA (MCP): Descobre comunicações utilizando o Model Context Protocol (MCP), fornece visibilidade completa dos servidores e ferramentas utilizados e aplica políticas para controlar o acesso em todas as interações. A Check Point Research encontrou vulnerabilidades de segurança em 40% dos 10 mil servidores MCP analisados.
- Aplicações de IA e LLMs: Impede ataques de injeção de prompt injection e entradas adversariais, bloqueando prompts maliciosos antes que alcancem o modelo de linguagem (LLM). Essa proteção ocorre em linha, sem necessidade de alterações na aplicação. A Check Point Research identificou 15.300 cargas maliciosas de injeção indireta inseridas em páginas públicas da web, sendo aproximadamente 70% ocultas em áreas da página invisíveis aos usuários.
O AI Network Firewall passa a integrar o AI Defense Plane, arquitetura unificada de controle da Check Point para descobrir, governar e proteger a IA em redes, endpoints, nuvem, aplicações e APIs.
Em conjunto, o AI Defense Plane oferece:
- Descoberta, governança e proteção para IA em aplicações web, desktop, assistentes de programação e agentes de IA.
- Descoberta e controle de agentes locais de IA.
- Descoberta e controle de agentes de IA em aplicações SaaS.
- Proteção em tempo de execução e governança para aplicações de IA.
- Detecção de riscos e mecanismos de proteção para aplicações de IA desenvolvidas internamente ou já implantadas.
Outros pontos de aplicação de políticas dentro do AI Defense Plane incluem APIs independentes para aplicações autogerenciadas, endpoints para colaboradores, firewalls em contêineres para data centers de IA e WAF, proporcionando segurança consistente para IA em nuvens públicas e privadas, filiais, usuários remotos e data centers.
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