Explosão dos ataques digitais acelera migração para serviços gerenciados de segurança
Não é de hoje que a cibersegurança deixou de ser uma camada de proteção periférica dentro das empresas. A virada de chave para que o tema passasse a ocupar espaço nas decisões, é porque, cada vez mais, ela afeta a operação, reputação, continuidade e capacidade de crescimento. Com ataques mais sofisticados, pressão regulatória crescente e ambientes digitais mais expostos, a lógica baseada apenas na compra de software perdeu força.
Esse movimento todo ajuda a explicar a expansão acelerada dos serviços gerenciados de segurança no Brasil. Segundo a Market and Markets, o mercado brasileiro de cibersegurança deve crescer de US$ 4,61 bilhões em 2025 para US$ 6,98 bilhões até 2030. Já a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) estima que o país movimentará R$104,6 bilhões em investimentos em cibersegurança, considerando o período de 2025 até 2028. O valor representa um crescimento acumulado de 43,8%.
O dado mostra uma mudança importante na dinâmica do setor, em que o investimento deixa de se concentrar apenas em aquisição de tecnologia, passando a priorizar capacidade operacional, resposta contínua e gestão ativa de risco. O problema é que o mercado não consegue acompanhar esse crescimento na mesma velocidade.
O mesmo relatório da Brasscom mostra que o número de profissionais empregados em segurança da informação cresceu, em média, 16,1% ao ano entre 2015 e 2024. Ainda assim, a falta de mão de obra qualificada segue como um dos principais gargalos do setor. Para muitas empresas, especialmente médias, montar internamente uma estrutura robusta de segurança se tornou financeiramente complexo e operacionalmente difícil. Isso, consequentemente, contribui para acelerar a busca por parceiros capazes de assumir monitoramento, resposta a incidentes e gestão contínua de ambientes críticos.
É justamente nesse cenário que os modelos de SOC as a Service ganham escala. O que antes era uma estrutura restrita a grandes corporações começa a se consolidar como alternativa viável para empresas que precisam operar segurança 24 horas por dia sem depender exclusivamente de equipes internas.
Segundo a Fortune Business Insights, o mercado global de SOC as a Service foi avaliado em US$ 8,44 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 23,91 bilhões até 2034. O crescimento é impulsionado pela combinação entre aumento das ameaças, expansão do trabalho distribuído, exigências regulatórias e avanço de tecnologias baseadas em inteligência artificial aplicadas à segurança.
Dados da Kaspersky Security Network apontam que a América Latina registrou em 2025 o maior percentual global de organizações impactadas por ransomware, com índice de 8,13%. A companhia também reportou mais de 1,1 milhão de tentativas de ransomware na região no último ano. Além do aumento no volume, os ataques se tornaram mais sofisticados, utilizando automação, inteligência artificial e mecanismos de extorsão sem criptografia para ampliar impacto e velocidade de execução. O efeito prático disso aparece na rotina das empresas, que passaram a perceber que segurança deixou de ser uma discussão exclusivamente técnica para se tornar uma variável direta de continuidade.
A mudança também alcança a cadeia de distribuição de tecnologia. O modelo tradicional, baseado apenas em volume e transação, perde espaço em um mercado que exige suporte técnico, inteligência de implementação e acompanhamento permanente. Distribuidores começam a assumir um papel mais consultivo e operacional dentro do ecossistema, apoiando canais em pré-venda, treinamento, monitoramento, serviços gerenciados e geração de demanda especializada.
Com tudo isso, fica claro que revender licença já não é suficiente em um contexto no qual clientes procuram parceiros capazes de garantir estabilidade, rapidez de resposta e suporte especializado. A evolução dos SOCs e dos serviços gerenciados não está apenas ampliando o mercado de cibersegurança, mas redefinindo a forma como fabricantes, distribuidores e parceiros se relacionam dentro da cadeia de tecnologia.
arcerias com empresas de cibersegurança líderes em seus segmentos, a Esy distribui para todo o Brasil soluções de alta tecnologia voltadas às necessidades atuais do mercado corporativo e doméstico, passando por empresas dos mais variados portes, indo do SMB ao Enterprise, e para os mais variados segmentos, como: financeiro, telecom, comércio, indústria e governo.
Com profissionais altamente treinados e certificados pelos fabricantes, o que garante excelentes níveis de conhecimento técnico para definição de projetos, a ESY oferece aos seus parceiros serviços de implantação e suporte técnico pré e pós-venda de alta qualidade e com atendimento especializado, o que diferencia a sua atuação no mercado brasileiro.
Por Rogério Moraes, CEO da ESY
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