5 formas de proteger os dados das grandes empresas

5 formas de proteger os dados das grandes empresas. A proteção de dados tornou-se uma parte essencial de todas as estratégias comerciais, não importando o tamanho da empresa.

Em muitos países, ela se tornou uma obrigação legal. A legislação de proteção de dados, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE (GDPR) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) regulamentam a coleta, processamento e armazenamento de Informações de Identificação Pessoal (PII), como nomes, endereços e números de telefone, e concedem vários direitos às pessoas em questão.

O custo médio global de uma violação de dados atingiu US$ 4,24 milhões em 2021, de acordo com o Relatório do Custo de uma Violação de Dados 2021 divulgado pela IBM e pelo Instituto Ponemon, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. O salto no custo foi associado ao aumento das multas regulatórias, mas também ao impacto do trabalho remoto durante a pandemia.

Os hackers também evoluíram a forma como executam os ataques cibernéticos. Atualmente, é mais fácil usar ataques de phishing e engenharia social para infiltrar-se em uma rede e espalhar malware e ransomware. Roubo de identidade ou enganar funcionários para revelar credenciais, ou clicar em um link ou anexo infectado é tudo o que os criminosos cibernéticos precisam para ter acesso a um laptop de trabalho. Uma vez dentro, eles podem facilmente infectar toda a rede.

As grandes empresas estão, em muitos casos, muito à frente no jogo de proteção de dados, tendo já construído suas políticas de segurança e testado as mesmas nos últimos anos. No entanto, suas exigências também são mais complexas. Muitas delas precisam proteger outras categorias de dados além das informações dos clientes, tais como propriedade intelectual e dados financeiros. Vamos analisar as formas mais bem-sucedidas de proteger os dados em uma organização e garantir a segurança dos dados corporativos.

1. Proteção avançada contra ameaças externas

Para enfrentar ameaças externas à segurança, as grandes empresas implantam e atualizam regularmente medidas básicas como autenticação de dois fatores, firewalls e soluções antimalware. Elas também vão além, implementando estratégias mais avançadas, tais como as capacidades do Módulo de Plataforma de Confiança (TPM) e adotando a arquitetura Zero Trust (Confiança Zero).

A arquitetura Zero Trust propõe uma nova maneira de lidar com a segurança cibernética: nunca confie, sempre verifique. Ela garante que usuários, dispositivos e tráfego de rede sejam todos verificados e sujeitos a regras de menor privilégio ao acessar recursos confiáveis. Desta forma, se um computador for infectado, os atacantes são impedidos de se mover lateralmente através da rede.

2. Saber onde os dados estão e para onde estão indo

Um dos passos mais cruciais para uma proteção de dados eficiente é saber exatamente quais dados estão sendo armazenados e onde. Ao identificar com precisão seu ciclo de vida dos dados e os riscos de segurança a ele associados, as empresas podem tomar decisões informadas a respeito das medidas que precisam para protegê-los.

Grandes organizações usam ferramentas de prevenção contra perda de dados, como o Endpoint Protector, para procurar dados sensíveis nas redes das empresas. Ao encontrá-los em locais não autorizados, elas têm a opção de apagá-los ou encriptá-los. Na era dos regulamentos de proteção de dados, a transparência é fundamental tanto para a conformidade como para a construção de políticas eficazes de proteção de dados.

3. O uso da criptografia em toda a linha

Desde discos rígidos, USBs e smartphones criptografados até dados criptografados antes de sua transferência para a nuvem ou para dispositivos portáteis, a criptografia tornou-se essencial para proteger os dados sensíveis da empresa e proteger os dados dos clientes.

A criptografia enfrenta duas vulnerabilidades comuns de proteção de dados na economia global de hoje: uma força de trabalho em constante movimento e o aumento do trabalho remoto. Com dispositivos que freqüentemente deixam a segurança das redes da empresa, a criptografia garante que, em caso de roubo ou perda, os dados sensíveis que eles contêm sejam inacessíveis a estranhos.

4. Educação dos funcionários em todos os níveis

O fator humano é freqüentemente a maior vulnerabilidade na cadeia de proteção de dados. As grandes corporações garantem que os funcionários sejam informados sobre os regulamentos de conformidade e melhores práticas de segurança, fornecendo-lhes treinamento e diretrizes claras para aqueles que entram em contato com os tipos de dados mais sensíveis.

Os executivos de nível C são freqüentemente visados por pessoas de fora maliciosos devido a seu acesso de alto nível aos dados. As grandes empresas tomam especial cuidado para que a alta gerência não contorne as regras, pois é essencial que o mesmo nível de segurança de dados seja mantido em todos os níveis, não apenas horizontalmente, mas também verticalmente.

As soluções DLP podem atuar como um método eficaz de aplicação da lei, estabelecendo políticas claras que protegem e restringem o acesso a dados sensíveis. Os níveis de acesso aos dados podem ser controlados com base em grupos, departamentos, usuários específicos, ou pontos finais.

5. Criação de políticas BYOD

Como as empresas adotam políticas de uso do próprio dispositivo (“bring-your-own-device”, BYOD) que aumentam a produtividade e reduzem os custos, muitas vezes ignoram suas implicações de segurança. O acesso a informações sensíveis em dispositivos pessoais significa que os dados estão viajando para fora dos limites da rede da empresa, o que efetivamente torna discutíveis quaisquer medidas de segurança tomadas para protegê-los.

Grandes organizações restringem o tipo de dados que podem ser transferidos para fora dos dispositivos da empresa. Ao mesmo tempo, podem ser aplicadas políticas de controle de dispositivos, que garantem que somente os dispositivos que atendam a um determinado nível de segurança sejam confiáveis. Desta forma, é dada aos funcionários a opção de alinhar a segurança de seus dispositivos pessoais ao nível exigido dentro da empresa. Se eles optarem por não aplicá-los, isso garante que nenhum dado sensível possa ser transferido para eles.

À medida que avançamos na era da proteção de dados por desenho e por norma, empresas de médio e pequeno porte devem seguir os passos de empresas maiores e adotar planos de segurança para proteger os dados contra ameaças internas e externas.

Fonte CoSoSys por Cristina Moldovan

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