Golpes de Clonagem de Voz e Vídeos com IA
Golpes com inteligência artificial : 4 dicas para evitar clonagem de voz e vídeos falsos usados em fraudes
Uma ligação com a voz de um familiar pedindo dinheiro ou uma chamada de vídeo aparentemente real já não são mais garantias de autenticidade. Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, golpes utilizando clonagem de voz e vídeos manipulados estão se tornando cada vez mais sofisticados e difíceis de identificar.
O crescimento dos chamados deepfakes, ou seja, vídeos alterados digitalmente, e das tecnologias de clonagem de voz, vem acendendo um alerta para autoridades e especialistas em segurança pública. Hoje, poucos segundos de áudio ou imagens publicados nas redes sociais já podem ser suficientes para treinar sistemas capazes de reproduzir rostos e vozes com alto nível de realismo.
Para se ter ideia do tamanho do risco, segundo relatório da Sumsub, o uso de deepfakes cresceu 830% entre 2024 e 2025, consolidando o Brasil como líder desse tipo de crime na América Latina. Para a Cabo Laura Bastos Honda, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o avanço tecnológico também exige uma nova postura da população no ambiente digital. “A tecnologia permite avanços extraordinários, mas também passou a ser explorada pelo crime. Hoje, além do patrulhamento, a educação digital da população se tornou uma ferramenta essencial de prevenção. As pessoas precisam aprender a desconfiar do que veem e escutam em tempo real”, afirma a especialista.
Para auxiliar a população, a Cabo Laura Bastos Honda listou quatro medidas que podem ajudar a evitar golpes com inteligência artificial. Confira:

1) Crie uma palavra de segurança com familiares
Uma das formas mais eficazes de evitar golpes envolvendo pedidos urgentes de dinheiro, é combinar previamente uma palavra ou frase de segurança com familiares e pessoas próximas. Em situações suspeitas, pedir essa confirmação pode ajudar a identificar tentativas de fraude rapidamente.
2) Observe possíveis falhas em chamadas de vídeo
Embora as tecnologias de deepfake estejam cada vez mais avançadas, algumas manipulações ainda apresentam falhas em movimentos bruscos, mudanças rápidas de ângulo ou sobreposição de imagem. Em chamadas suspeitas, pedir que a pessoa vire o rosto, mude de posição ou aproxime a câmera pode ajudar na verificação.
3) Reduza a exposição de voz e imagem nas redes sociais
Vídeos publicados em perfis abertos podem ser usados para alimentar sistemas de clonagem de voz e imagem. Por isso, especialistas recomendam limitar conteúdos muito longos, falando diretamente para a câmera, e revisar as configurações de privacidade das redes sociais.
4) Preste atenção no padrão da fala
Em ligações fraudulentas geradas por IA, pequenos atrasos entre perguntas e respostas podem indicar o processamento da ferramenta de clonagem de voz. Além disso, vozes artificiais costumam apresentar ritmo excessivamente constante, pouca variação emocional e ausência de pausas naturais na fala.
No novo cenário tecnológico no qual estamos inseridos, com fraudes cada vez mais sofisticadas, desconfiar sempre é medida básica de segurança.
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