
Pesquisa da Netskope aponta interesse em agentes de IA, mas só 9% dos profissionais se dizem muito confiantes na governança dessa tecnologia.
Uma pesquisa da Netskope aponta que 68% dos profissionais de segurança, redes e TI não permitiriam que agentes de inteligência artificial alterassem sistemas sem aprovação humana. O resultado revela os limites que as equipes ainda impõem à tecnologia, já utilizada em ambientes de produção por 29% delas.
O relatório 2026 State of AI Agents in Security and Network Operations mostra que a pressão para dar conta das demandas operacionais é o principal motivo de interesse nos agentes. Nos últimos 12 meses, 81% das equipes registraram crescimento da carga de trabalho, mas apenas 11% conseguem acompanhar as demandas de forma consistente. Como consequência de limitações de capacidade operacional ou de ferramentas, 42% relatam alertas, casos ou chamados que ficaram sem investigação. Para 24%, dados sensíveis, sistemas ou usuários permaneceram expostos por mais tempo do que o necessário.
Para ampliar a capacidade operacional nos próximos 12 meses, 47% das equipes planejam utilizar agentes de IA em fluxos de trabalho com muitas etapas manuais, enquanto 32% pretendem ampliar o quadro de profissionais. O interesse em delegar tarefas, porém, vem acompanhado de restrições sobre o que a tecnologia pode executar.
Os 68% que não permitiriam mudanças autônomas incluem os profissionais que ainda não aceitariam alterações operacionais executadas por agentes, que representam 38% dos entrevistados, e aqueles que exigiriam aprovação humana antes da execução, outros 30%. Essas ações incluem desativar contas ou isolar recursos de computação na nuvem.
Entre os principais receios, 48% citam ações inseguras ou não intencionais, enquanto 40% se preocupam com acessos e permissões excessivos e 35% com ações baseadas em informações incorretas ou manipuladas. Nesse cenário, apenas 9% se dizem muito confiantes na capacidade de suas empresas de controlar a atuação dos agentes nas operações de segurança e redes, enquanto 45% têm pouca ou nenhuma confiança.
A triagem e a priorização de alertas aparecem como um possível ponto de partida. Entre os participantes, 46% se sentem confortáveis em delegar essas tarefas a agentes e 48% esperam valor significativo nessa aplicação. Os agentes podem organizar e priorizar os casos para análise dos profissionais sem alterar os sistemas envolvidos.
A dispersão das informações entre ferramentas também dificulta o trabalho. Para 51% dos entrevistados, sinais e informações de contexto fragmentados estão entre os principais obstáculos à resolução mais rápida dos problemas. Além disso, 46% passam mais de um quarto do tempo de trabalho na transferência de informações entre ferramentas, painéis, chamados e relatórios.
O relatório recomenda começar por um fluxo de trabalho delimitado, comparar os resultados com o esforço manual anterior e definir um responsável por cada agente. Também orienta restringir permissões ao necessário para cada tarefa, exigir aprovação para mudanças de alto impacto e testar a capacidade de interromper ações, revogar acessos e recuperar a operação antes de ampliar a autonomia da tecnologia.
Nesse contexto, a Netskope anuncia a expansão do AgentSkope Marketplace, recurso do Netskope One AgentSkope que reúne, em um único console, um catálogo de agentes de IA da companhia para equipes de segurança e redes. A ferramenta permite implementar e gerenciar esses agentes, com créditos de capacidade compartilhados e uma visão centralizada do consumo.
A pesquisa foi realizada em 2026 com 921 profissionais de segurança, redes e TI, de diferentes setores e empresas de diversos portes. Para conhecer o relatório completo, acesse aqui.
Referências


Be the first to comment