Pesquisadores de cibersegurança: como essa carreira age como um detetive digital
Aumento de ciberataques e da conscientização sobre segurança digital destacam o papel de pesquisadores, que agora podem trabalhar com apoio da IA
Ciberataques têm crescido ano após ano: apenas nos primeiros seis meses de 2025, o Brasil sofreu 315 bilhões de tentativas de ataque, sendo responsável por 84% dos casos na América Latina, segundo dados do Fortinet. Com esse cenário, pesquisadores de segurança cibernética emergem como uma área de trabalho importante. Agindo como “detetives digitais”, eles são responsáveis por identificar vulnerabilidades antes que sejam exploradas por agentes maliciosos, ajudando a garantir que sistemas de setores privados e públicos permaneçam intactos, resistindo a crimes cibernéticos cada vez mais sofisticados e intensos.
“A área de pesquisa de cibersegurança une propósito, impacto social e inovação tecnológica. Esses profissionais são capazes de pensar como atacantes, investigar profundamente e colaborar com a comunidade técnica para proteger sistemas essenciais. É uma carreira que demanda resiliência, ética e curiosidade, na qual o Brasil tem potencial para produzir lideranças”, comenta Julio Viana, gerente regional do GitHub no Brasil.
Pesquisadores devem pensar como os adversários, antecipar como os sistemas serão explorados e solucionar problemas complexos para proteger plataformas de ameaças sofisticadas. É por isso que essa área inclui vários especialistas além de programadores, como designers, arquitetos de sistemas e auditores. Eles também podem colaborar com pessoas desenvolvedoras e mantenedores open source para proteger sistemas críticos, dados e supply chain.
Esses profissionais têm um grande impacto no mundo real. Exemplos de alguns marcos incluem a vulnerabilidade Log4Shell descoberta em 2021, ou a vulnerabilidade zero-day encontrada no MOVEit Transfer em 2023, nas quais pesquisadores de segurança tiveram um papel-chave em resolver os problemas. Situações como essa destacam a demanda urgente por profissionais capacitados e comprometidos.
Para trabalhar nesta área, os talentos precisam ser curiosos, adaptáveis, criativos, persistentes, terem atenção aos detalhes e uma mentalidade para resolver problemas. Outra característica desta carreira é que ter uma bagagem diversificada é muito bem-vindo, mesmo que o trabalho anterior tenha sido em jornalismo ou matemática, qualquer pessoa com uma mentalidade investigativa e habilidades estratégicas pode ser um pesquisador.
Buscando aprimorar as habilidades necessárias, os profissionais podem praticar usando ferramentas de segurança em ambientes de teste seguros, como OWASP ZAP, Ghidra, Burp Suite e CodeQL; escrevendo códigos seguros e eficientes; estudando vulnerabilidades comuns; ou também procurando bugs em plataformas open source. Além dessas ferramentas, soluções de IA como GitHub Copilot podem ajudar pesquisadores a acelerarem a detecção de vulnerabilidades ao sugerir cenários de ataque ou ao analisar bases de código inteiras em segundos, recomendando ajustes e apontando potenciais gargalos de segurança.
“Pesquisador de cibersegurança é uma área bem interessante para começar – ou fazer uma transição de carreira – e requer estudo e dedicação, mas também curiosidade e desejo de explorar. É um trabalho muito crucial na era digital, traz um grande senso de propósito e beneficia pessoas e organizações em uma escala global”, complementa Viana
por: Julio Viana, gerente regional do GitHub no Brasil
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