Sistemas de fábrica obsoletos facilitam ataques de ransomware no Brasil, segundo ISH Tecnologia
Levantamento revela que a convergência entre escritórios e chão de fábrica expõe máquinas sem proteção digital, transformando a manufatura no setor mais visado por criminosos que exploram o custo da paralisação operacional
O setor de manufatura é hoje um dos mais visados por ataques de extorsão e ransomware no mundo. Segundo o novo relatório da unidade de inteligência Heimdall, da ISH Tecnologia, a baixa tolerância ao tempo de inatividade operacional expõe empresas de manufatura a atacantes. Os grupos exploram a urgência pela retoma da produção para elevar as probabilidades de pagamento de resgates.
O risco central reside na convergência entre a Tecnologia da Informação (TI) e a Tecnologia Operacional (OT). “Muitas unidades fabris operam com sistemas legados, ou seja, máquinas e controladores ativos há décadas que não possuem defesas nativas para ambientes conectados. Com a digitalização, estes equipamentos tornam-se portas de entrada que permitem a invasores transitar do ambiente administrativo diretamente para o chão de fábrica” afirma Hugo Santos, Diretor de Inteligência de Ameaças da ISH Tecnologia.
O levantamento aponta que 71% dos malwares identificados no setor manufatureiro são ransomwares. A estratégia dos criminosos evolui para a chamada “dupla extorsão”: além de bloquear a linha de montagem, grupos como Akira e Qilin roubam propriedade intelectual e segredos industriais. A ameaça de fuga de dados sensíveis aumenta o poder de coação sobre as empresas, que enfrentam tanto o prejuízo imediato da paragem quanto o risco de perda de competitividade a longo prazo.
“A cibersegurança é, atualmente, um pilar crítico de continuidade de negócios. A superfície de ataque cresce com a dependência de terceiros e acessos remotos de fornecedores à planta industrial, que muitas vezes ocorrem sem as camadas de proteção necessárias”, explica Santos.
Entre as tendências mais graves está a extorsão sem criptografia, onde o foco é estritamente o roubo de dados críticos para chantagem, utilizando a exposição de VPNs como principal via de acesso.
A proteção do ambiente industrial exige agora uma segmentação rígida de redes e a implementação de autenticação multifator em todos os níveis de acesso. “O cenário de hiperconectividade dita que uma falha na segurança digital é, invariavelmente, uma falha na produção física, o que obriga as indústrias a integrarem a resiliência cibernética como parte definitiva da sua estratégia operacional”, conclui o diretor.
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