Golpes em processos seletivos exigem atenção de profissionais no início do ano
O Brasil registrou quase 7 milhões de tentativas de fraude no primeiro de semestre de 2025, um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Serasa Experian. Parte dessas tentativas envolve falsos processos seletivos, que exploram a busca por novas oportunidades de carreira, especialmente no início do ano com o objetivo de acessar contas pessoais e transferências financeiras.
Com o uso cada vez mais frequente do LinkedIn como canal de contato profissional, golpistas passaram a simular abordagens de recrutamento, oferecendo vagas supostamente confidenciais, cargos estratégicos ou acesso direto a empresas conhecidas. O objetivo é criar urgência e induzir decisões rápidas, seja por meio de pagamentos indevidos ou do clique em links e arquivos maliciosos.
A Elara Partners, consultoria boutique de executive search, alerta que esse tipo de abordagem não reflete como o recrutamento profissional funciona na prática. “Em processos legítimos, o headhunter atua em nome da empresa contratante, conduz conversas exploratórias e respeita o tempo de avaliação do profissional. Já nas abordagens fraudulentas, o contato costuma ser apressado e a conversa rapidamente evolui para exigências financeiras ou pedidos de cliques em links e arquivos, justamente para reduzir o espaço de checagem”, afirma Natalia Assarito, sócia e cofundadora da Elara Partners.
Entre as práticas mais comuns estão cobranças disfarçadas de taxas de participação, cursos obrigatórios, avaliações ou promessas diretas de colocação mediante pagamento antecipado. “Quando alguém promete acesso a uma vaga em troca de pagamento, não se trata de recrutamento, mas de fraude. Nenhuma contratação profissional séria pode ser comprada”, reforça Natalia.
Como se proteger de processos seletivos fraudulentos segundo a Elara Partners:
O que fazer ao ser convidado para um processo seletivo
1. Pesquisar a empresa ou a consultoria responsável pelo contato, verificando site institucional, perfis profissionais e histórico de atuação.
2. Confirmar se o recrutador representa uma empresa real e se atua em nome da companhia contratante.
3. Buscar referências com colegas ou profissionais do mercado.
4. Consultar a reputação da empresa ou da consultoria em plataformas como Reclame Aqui e Glassdoor, com atenção a padrões recorrentes de reclamação.
5. Esperar conversas iniciais exploratórias, com clareza sobre empresa, vaga e etapas do processo.
6. Reservar tempo para análise antes de avançar.
O que não fazer e desconfiar durante o processo
1. Não realizar pagamentos para participar de processos seletivos.
2. Não aceitar promessas de vaga, prioridade ou acesso garantido mediante pagamento.
3. Não clicar em links nem baixar arquivos enviados sem validação prévia.
4. Não compartilhar dados pessoais ou profissionais sensíveis nas etapas iniciais.
5. Não tomar decisões sob pressão ou urgência artificial.
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